quarta-feira, 4 de março de 2015

Uma visão positiva do Sofrimento


Um dos grandes mistérios da vida é o sofrimento humano. Não sabemos muita coisa sobre esse grande enigma do Universo. Mas os Conhecedores da Verdade, que tomaram contato com   esses mistérios, ensinam que o sofrimento humano também  traz consigo muitas bênçãos.
Esses Mestres da Sabedoria Universal dizem  que, muitas vezes, o sofrimento funciona como um remédio que cura as doenças da alma e expande a consciência.
A alma, na sua longa jornada de retorno à morada da felicidade, passa por períodos em que não está apta para aprender as lições da vida pela via suave do conhecimento e da sabedoria.
Nessas situações, o sofrimento passa a ser o canal por onde flui a luz do conhecimento que liberta e transforma. Funciona, assim,  como um mensageiro do Amor e da Sabedoria do Universo no seu trabalho eterno de expansão  da consciência dos seres humanos.
Por essas razões, é que não devemos fugir das experiências que a vida nos oferece. É óbvio que ninguém quer sofrer. Mas também é claro que existem situações em que essas experiências  de sofrimento  são inevitáveis.
Nessas circunstâncias, devemos enfrentar  o sofrimento sem criar rotas de fuga, compreendendo que, se assim fizermos, ele passará rapidamente  e deixará em nossa alma um rastro de luz.
Se, pelo contrário, ficarmos fugindo, o sofrimento não nos deixará porque ele tem uma missão que o Universo lhe confiou de realizar um ato de edificação em nossa alma. Enquanto não permitirmos que ele cumpra sua missão, não nos deixará.
Como se vê, há uma magia invisível nos movimentos sempre divinos da Vida Universal. Existe uma sabedoria oculta nos encontros, desencontros e  em todos os nossos  relacionamentos. Há uma estratégia divina de evolução por trás de todos os eventos que marcam o nosso viver. Muitas coisas que parecem grandes conflitos não passam de movimentos universais de cooperação evolutiva.
Compreender esse funcionamento universal é uma grande conquista. Essa divina compreensão carrega consigo uma magia invisível de transformação, fazendo com que o sofrimento se transmute em felicidade,  a dor em prazer, a tristeza em alegria.
 
 
 
 




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domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Culpa é das Estrelas!

   Um discípulo questiona o seu Mestre: "Krishna, que impulsiona irresistivelmente um homem a pecar e também a fazer atos meritórios, mesmo sem desejar"(Bhagavad Gita).
    Na mesma linha de questionamento, o Apóstolo Paulo dirige-se a Jesus, mais ou menos nestes termos: Senhor, por que, muitas vezes, não consigo fazer o bem que quero e outras vezes, não consigo evitar de fazer o mal que não quero?
   Esses questionamentos falam bem alto da  do estado de escravidão em que ainda se encontram os seres humanos, que são impulsionados irresistivelmente para agir ou não agir, mesmo contra a própria vontade.
  A verdade é que ainda não alcançamos o estágio do  domínio próprio. As nossas ações são impulsionadas pelas energias dos condicionamentos, cargas, traumas e outras marcas do passado. Essas energias constituem-se em obstáculos para a evolução.
   Daí porque o Sistema de Evolução Universal pressiona sobre elas  no sentido da sua expulsão. Essa pressão repercute no nosso sistema interno individual forçando a realização de  ações desequilibradas e indesejadas.
   Evidente, portanto, a nossa situação de seres ainda subjugados pelas qualidades de matéria (gunas) e pelo Karma (resultado das ações).
  Quando,impulsionados pelo Karma e pelas qualidades da matéria (cargas, condicionamentos, etc), agimos sem equilíbrio nem autocontrole, na verdade  somos também vítimas das nossas próprias ações.
  Por conhecerem profundamente essa realidade, é que os grandes Seres que guiam a nossa evolução orientam, com insistência,  no sentido do não julgamento, do perdão, da aceitação e da compreensão.
  É esse o verdadeiro caminho. Como julgar e condenar  as nossas próprias ações e as  dos nossos semelhantes no estágio de ignorância em que ainda nos encontramos? Perdão e acolhimento são receitas da Sabedoria e do Amor.
   Mesmo porque o  Universo tem seus próprios mecanismos de ação. Ele opera a Lei Eterna de Causa e Efeito(Lei do Karma): A causa gera o efeito e o efeito(resultado) se transforma em nova causa, que conduz ao aprendizado. 
   Essa Lei da Natureza opera no sentido da Justiça e do Amor, conduzindo os seres humanos para o seu destino de Felicidade e Eterna Bem-Aventurança. Condenar a si próprio ou aos outros configura uma intervenção indevida nos mecanismos de funcionamento da Vida Universal. Isso gera sofrimento.
   Não culpe nem se culpe. A Culpa é das Estrelas...







sábado, 21 de fevereiro de 2015

Perdão & Culpa

                O perdão pressupõe a existência de ofensas. Perdoamos ou não àqueles que nos ofendem. Se não perdoamos, armazenamos mágoas e ressentimentos no nosso sistema interno.
 Mágoas e ressentimentos são energias de resistência ao movimento da vida. Esse armazenamento bloqueia os canais da nossa alma, impedindo que as energias do amor e da sabedoria   compenetrem o nosso ser e alegrem a nossa alma.
Quando o nosso sistema interno está obstruído por condicionamentos, preconceitos, mágoas e ressentimentos limitamos a nossa capacidade de conexão com as Energias do  Universo e, em consequência, nos sentimentos infelizes.
Por que temos dificuldade de perdoar? Obviamente porque nos sentimos atingidos pelas ofensas que nos fizeram. Mas será que essas ofensas, na verdade, existiram? Será que é possível alguma coisa vinda de fora causar dano à nossa alma?
A questão é simples e profunda! Nada do que vem de fora de nós pode prejudicar nossa alma! As ofensas, agressões, humilhações, desprezo, separações e mil coisas do gênero são apenas estímulos externos cuja finalidade é apenas impulsionar a nossa evolução.
Esses estímulos externos que surgem dos nossos relacionamentos atualizam as energias de resistência que bloqueiam a nossa alma unicamente para que elas sejam transmutadas e nós possamos dar mais um passo no caminho da evolução. Com essas energias obscuras armazenadas no nosso sistema interno nós não podemos avançar no processo evolutivo.
Portanto, aquelas pessoas que nos ofenderam são, na verdade, nossos benfeitores! Foram escaladas pelos Sistema Divino de Evolução para nos ajudarem a crescer em consciência e sabedoria.
Precisamos, portanto, alargar o nosso campo de visão para perceber que o funcionamento do Universo é no sentido da cooperação e não de conflito, como parece.
Olhando a vida sob o prisma da eternidade iremos compreender essa verdade de que tudo concorre para o nosso bem maior, a expansão da  consciência, a nossa evolução.
Vê-se, portanto, que é bom perdoar e melhor ainda, não perdoar, mas compreender o funcionamento cooperativo do Sistema Universal da evolução humana.
Compreendendo essa sabedoria universal, também não ficaremos obstruídos por sentimentos de culpa, compreendendo que as causas das nossas ações já  se dissolveram nos seus efeitos.




                

Vidas & Caminhos

 A VIDA encerra um mistério maravilhoso que todos um dia vamos descobrir! Cada ser é uma manifestação Divina. Uma centelha divina lançada na criação e coberta com um manto de ilusão. Essa criação é a alma eterna.   Somos nós, vestidos num corpo de carne.O projeto divino, que constituí a grande finalidade da vida, é cada alma individual ir gradualmente tomando consciência da sua natureza divina. Esse é o mistério e a grande finalidade da vida!
    O CAMINHO de cada um converge para a sua própria vida. Onde estamos, com quem estamos, o que fazemos, quem encontramos na jornada, com quem nos relacionamos e todos os nossos deveres. Isso é o caminho que a sabedoria da vida traçou como o melhor para nossa evolução.
     DIFICULDADES, todos temos! Isso faz parte do caminho! As dificuldades constituem o combustível da evolução. Sem elas, que são pedras no caminho, nós ficaríamos adormecidos na longa estrada da vida... As dores e os sofrimentos, quando acolhidos com resignação, transformam-se em bênçãos, em luz em Consciência.
     MEDOS, todos temos! Também faz parte! O medo é uma nuvem de obscuridade que, algumas vezes, invade o céu de nossa alma! Como todas as nuvens, é passageira...Não se impressione, que logo ele vai desaparecer.
     MAYA -  Caminho, dificuldades, medos e tudo mais são operações de Maya, a Sagrada Energia da Transformação, conduzindo-nos para Visão da Unidade.
     O DESAFIO - a meta a alcançar e  a grande finalidade da vida é superarmos tudo  isso para usufruirmos dos bens eternos da nossa natureza divina!
     O AMOR é a Chave para essa superação.  Amor a nós próprios e, forma impessoal, a todos os seres.
     O DESTINO - é sempre maravilhoso! É o caminho que escolhemos para trilhar. Ele sempre é flexível e rico de oportunidades de mudanças...Depende da gente...O esforço tem um grande poder de mudar o nosso destino  para melhor! Quando existe o esforço, a graça divina sempre se apresenta para nos ajudar...
     PERDAS... Não há perdas! Nada da vida se perde. É a transformação que gera uma separação temporária.  Precisamos desenvolver a consciência da eternidade! Com isso, as mudanças nos estágios da vida, as transformações que chamamos de perdas, tornam-se menos dolorosas!  Se você teve muitas perdas é porque você é especial...Pessoas especiais que recebem missões especiais! Você é uma dessas! Se você tem vivido experiências fortes, saiba que essas experiências, se perfeitamente assimiladas, irão se transformar em bênçãos! Essas bênçãos irão transformar sua alma! Não se esqueça de que Tudo que perdemos transforma-se em consciência! Essa consciência é luz! Essa luz vai iluminar melhor os caminhos de sua vida!
     SERVIR aos outros é uma sabedoria. Assim é também servir a nós próprios! De igual modo, devemos amar a nós próprios...Se não nos amamos, não estamos preparados para amar as outras pessoas...
     PACIENCIA - Tenha Paciência...  Paciência é Paz + Ciência. Ou seja, Paz e Sabedoria. Com Paciência você encontrará a Paz e alcançará Sabedoria. Sabedoria que para perceber que Deus escreve certo até por linhas tortas! Tudo é perfeito do jeito que é, porque tudo está em processo de transformação evolutiva!
     A LEIS UNIVERSAIS -  Procuremos conhecer as leis da Vida! Caminhamos na vida sem conhecer as    leis que regem o seu funcionamento! É como dirigir numa cidade sem conhecer as leis de trânsito. Para sermos felizes, precisamos ter esse conhecimento! É o fundamento de toda boa construção!
      FELICIDADE – Você nasceu para ser feliz! Acredite!  O Sol vai aparecer devagarinho na sua vida...
O Sol da Aceitação...
O Sol da Compreensão...
O Sol da Paz...
O Sol da Alegria!





quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A COMPREENSÃO DA UNIDADE

 
  A vida no Universo está envolta por um grande Véu,  que dificulta a percepção da Realidade. Trata-se de um tipo  de obscuridade que faz com que percebamos, em todos, os seres, uma uma vida separada.
  Assim, vemos o universo pela ótica da separação. Consideramos a nós próprios como alguém que está separado dos demais seres. Neste contexto, nasce e floresce em nossa alma o Egoismo com todas as suas ilusões.
    O Egoismo surge a partir de uma forma  limitada  de olhar a Vida. Vê-se tudo separado, quando, em verdade, tudo está em conexão, em unidade. "Vê, em verdade,quem vê a Unidade e percebe o múltiplo e o unitário funcionamento"( Bhagavad Gita, edição SDM).
   A percepção fundada na separação  reflete-se profundamente na qualidade de nossa vida. Cultivamos e desenvolvemos relacionamentos de competição, ao invés de cooperação  e buscamos a felicidade fora de nós, quando ela reside no mais íntimo do nosso ser. Nesta forma limitada de percepção  está a causa de todos os  sofrimentos.
    A  compreensão da Unidade  é a  luminosa lâmpada da Sabedoria que revela o grande  Mistério  do Universo, que é uma Existência Una, Indivisa e Eterna, manifestando-se como múltipla e separada. 
    É a Compreensão de que, no mais íntimo de cada criatura, reside essa  Divina Presença Única, que dá vida e sustenta todos os seres. Com ela, enxergamos o Divino  nos nossos amigos, naqueles que se consideram nossos inimigos, nos nossos parentes, naquela pessoa que mais amamos,  nos sábios, nos ignorantes, nos estranhos, nos indiferentes e em todos os seres.
   Essa compreensão eleva a  qualidade de nossas ações. Agimos com a consciência  do aspecto divino que se oculta nas pessoas do nosso relacionamento.
   Daí nasce o Discernimento Espiritual.  E , também,  desenvolve-se  o Amor sem as barreiras da Ilusão, o Amor  Incondicional.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O PENSAMENTO COMO FERRAMENTA PARA A PROSPERIDADE.

 
      O pensamento é um ato que realizamos com a nossa mente. É, portanto, um ato mental.  Constitui, na maioria das vezes, algo automático e compulsório que se executa em nossa mente sem que tenhamos sobre isso qualquer domínio ou controle.
     Os pensamentos vagueiam sobre o nosso mundo mental fazendo-nos, com frequência, experimentar emoções e sentimentos que não só  agridem a nossa paz  como também  perturbam o nosso bem-estar.
   Embora, no presente estágio evolutivo, seja muito difícil silenciar os pensamentos, podemos redirecioná-los para trabalharem  pela nossa prosperidade  material e espiritual.
    Na matéria que constitui os nossos corpos, estão armazenados os átomos que formam as Cargas e Condicionamentos, originados a partir das experiências que constituem a nossa jornada evolutiva.
  Esses átomos somente podem ser transformados pela Energia da Unidade. Nos  pensamentos espiritualmente orientados,  essa  Energia está presente.
   Desta forma, podemos, através dessa Energia que o  pensamento conduz,  não só iluminar as áreas obscuras de nossa mente como também curar as áreas enfermas, dissolvendo cargas e condicionamentos e criando, em consequências, condições favoráveis para que alcancemos prosperidade material e espiritual.
    Existem cinco modalidades de pensamentos que  ajudam no processo de purificação e  também contribuem para a nossa  prosperidade.
    Pensamento-Excelências Divinas  ocorre  quando pensamos nas  maravilhas de Deus (na sublime engenharia do corpo humano, nas maravilhas da natureza, nos astros, nos oceanos, nas florestas, etc.). Este é um tipo de pensamento que,  como os demais aqui mencionados, purifica os nossos corpos, ajudando nosso  processo evolutivo.
  Pensamento-Conhecimento  é pensar nas Leis Universais  que regem os processos de transformação do mundo. Essas leis estão reveladas, sob formas diversas,  em textos como a Bíblia Sagrada ("Amai o próximo como a si mesmo."), Bhagavad Gita ("Deus existe transcendentalmente em todas as suas manifestações, nenhuma das quais prefere ou rejeita"), e nos ensinamentos dos Grandes Seres, como AmmaBhagavan ("Tudo é perfeito do jeito que é").
   Refletir sobres essas  Leis Universais   conduz à felicidade porque este tipo de pensamento proporciona gradualmente o conhecimento dos processos cósmicos.
    Pensamento-Desejo  é o  pensar naquele modo de agir que conduz à realização dos  desejos. À medida que direcionamos o pensamento para  o objeto dos desejos, vamos descobrindo a forma correta de agir para realizá-los. A Energia do Pensamento, desta forma direcionada, vai  ajudar a remover os obstáculos que nos impedem de realizar os nossos desejos.
    Pensamento-Ação é o tipo de pensamento que revela a forma de agir  para conseguir um resultado específico. Quando direcionamos o pensamento para a ação que vamos realizar, essa Energia do Pensamento  ilumina os caminhos dessa ação, facilitando, assim, o alcance  do resultado que temos em vista.
    Pensamento em Deus - Pensar em Deus é Meditar. Essa modalidade de pensamento gera paciência, poder e capacidade  para obtenção de bons resultados em todos os atos.
      Essas modalidades de pensamento podem nos ajudar muito na realização das ações e dos nossos desejos. Com elas, torna-se possível redirecionar os  pensamentos para que eles, ao invés de atrapalharem nossa vida, atuem como nossos colaboradores.
       A experiência pode revelar aos interessados a eficácia  dessas leis do pensamento.
 
   




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ALIMENTOS QUE AUMENTAM A ALEGRIA E A INTELIGÊNCIA !

   
   Toda a matéria existente em nosso planeta, inclusive aquela que constitui o nosso corpo, contém, na parte sutil de sua estrutura, três tipos de energia, que a Ciência Sagrada chama de qualidades da matéria.
     A primeira delas, que é a mais densa de todas, o Bhagavad Gita a denomina de TAMAS. Trata-se de uma uma energia de inércia e  obscuridade que exerce uma forte influência sobre as pessoas, submetendo-as a estados indolência, irresponsabilidade e sono excessivo. Quando esta energia tamásica predomina numa pessoa, além da obscuridade do discernimento, gera-se nela  preguiça,  despreocupação e  perversão.
    A segunda, RAJAS, que, ao contrário da primeira,  é uma energia  de movimento e atividade, impulsiona os seres humanos para execução de ações que geram apegos aos seus frutos. Esta energia é fonte de múltiplos e intermináveis desejos. Quando ela predomina numa pessoa, gera-se  objetividade, cobiça, mera iniciativa para as ações, inquietação e ansiedade. 
   A terceira, SATWA, é uma Energia de natureza reveladora, pura e benéfica, que revela o conhecimento sintético e conduz à felicidade. Quando ela predomina no ser humano, a Luz da Sabedoria Espiritual flui através do Corpo e compenetra todos os Chacras e Veículos receptores. 
    Tudo que existe em nosso Planeta sofre a influência desses três  tipos de  Energia ou Qualidades da Matéria, também conhecidas como Três Gunas ou Trigunas.  
     As nossas ações, emoções, sentimentos, conhecimento, alegria, paz, saúde, longevidade,  bem-estar e felicidade sofrem uma forte e decisiva influência  da forma e proporcionalidade como essas Energias do Universo  estão distribuídas em nossos corpos.
   Os alimentos que consumimos em nosso dia a dia obviamente também apresentam esses três tipos de energia. 
   Os alimentos satwicos, especialmente indicados para os aspirantes da Senda Espiritual e para aquelas pessoas que querem conviver com um tipo de energia saudável e harmoniosa,  são agradáveis e proporcionam alegria. Eles  aumentam a força física, a saúde, a  longevidade e  a inteligência. São suculentos, azeitosos, vitalizantes e de bom sabor.
    Os alimentos de qualidade Rajásica são amargos, azedos, salgados, picantes, muito quentes, cáusticos e irritantes. Produzem doenças, dores e tristeza.
     Por fim, os alimentos tamásicos são insípidos, velhos, decomposto e corrompidos. Transmitem uma energia de obscuridade, inércia, irresponsabilidade e perversão.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Programa Divino da Evolução dos seres humanos

 
      A evolução humana desenvolve-se dentro de uma dinâmica que leva em conta  os  resultados das ações, o Karma. Os frutos dos atos, portanto, são os fatores usados pelo Sistema Evolutivo Mundial para construção, nos nossos corpos, do novo Programa (karma) que deve ser seguido por cada ser humano em sua próxima  jornada evolutiva. As Gunas ou Qualidades da Matéria são as Energias Inteligentes responsáveis pela execução desse Programa Divino.
     Por conta desse Programa é que, na maioria das vezes, os atos são realizados  de forma automática. As Cargas e Condicionamentos, gerados a partir das experiências de vida, impulsionam os seres humanos a realizar ou não realizar os atos, mesmo sem desejar.
    Esse  Sistema evolutivo, guiado por Leis Eternas Inteligentes,  funciona dentro de uma perfeição absoluta com vistas a proporcionar-nos as experiências necessárias  para nossa evolução.
    Francisco Barreto, Instrutor Espiritual de Aracaju(Se), fez, há algum tempo, uma magnifica reflexão  sobre as quatro  Leis antigas da Espiritualidade Indiana. O trabalho, que  foi publicado neste Blog, poderá lançar muita luz para compreensão do tema.

     1ª Lei  - "A pessoa que cruza o nosso caminho é a pessoa certa." "Nada ocorre por acaso em nossas vidas. Todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem conosco, estão ali por uma razão, para que possamos aprender a evoluir em cada situação. Lembremos que, tanto aquelas que trazem experiências benéficas e agradáveis como aquelas que protagonizam experiências maléficas e desagradáveis, ambas nos proporcionam lições importantes para nosso crescimento no processo evolutivo.”
      2ª Lei - "O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido." Absolutamente nada que ocorre em nossas vidas podia ter  ocorrido  de outra maneira, nem mesmo o detalhe mais insignificante! Não existe: “Se acontecesse tal coisa talvez pudesse ter sido diferente...” Não! O que aconteceu foi a única coisa que poderia ter ocorrido e teve que ser assim para que pudéssemos aprender uma lição e, então, seguir adiante. Todas e cada uma das situações em nossas vidas são perfeitas, mesmo que nossa tendência seja resistir em aceitar.”
      3ª Lei  - "Qualquer momento que algo se inicia é sempre o momento certo" .“Tudo começa num momento determinado; nem antes, nem depois!É quando estamos preparados para que algo novo aconteça em nossas vidas que o processo se inicia. Assim, de nada adianta nossa ansiedade para que algo aconteça, nem nossa rejeição por um certo acontecimento. TUDO ESTÁ SEMPRE CERTO, obedecendo à matemática da Justiça Cósmica.”
     4ª Lei - “Quando algo termina, termina.”“É simples assim! Sempre que algo termina em nossas vidas é para nossa evolução. Portanto, é melhor desapegar-nos, erguermos a cabeça e seguirmos adiante, enriquecidos com mais essa experiência.”
    Como se vê,  O Processo evolutivo da vida segue uma Programa Divino e Perfeito.
     











terça-feira, 29 de julho de 2014

OS APEGOS PODEM NOS LEVAR AO FUNDO DO POÇO!

         
       Viver é relacionar-se. A vida é feita de relacionamentos. Quando nos relacionamos com as pessoas, com as coisas da vida, com  bens materiais ou  imateriais, costumamos nos apegar a eles. Ficamos apegados a um relacionamento amoroso, a filhos, a pais, a parentes e a amigos. Apegamo-nos ao patrimônio material,  a imagens, a conceitos e valores,  como a honra, o reconhecimento, o afeto, a gratidão, o prestígio e muito mais.
         Os apegos nos levam ao sofrimento e até ao fundo do poço. Sofremos quando aquela imagem de honesto ou  bonzinho  que apresentamos para o mundo é maculada, quando a nossa honra ou  nosso conceito ou nosso prestígio é atingido de forma negativa, quando não recebemos o amor e o afeto do jeito que queremos e, finalmente,  quando não somos reconhecidos ou  não temos a devida retribuição pelo bem que fizemos a outra pessoa. Os nossos apegos são múltiplos e variados.
          Por que os apegos podem nos levar ao fundo do poço? Porque ele é o estágio inicial de um profundo processo de obscurecimento da consciência. Senão vejamos. O apego cresce e se desenvolve ao ponto de transformar-se num estado de "Paixão". 
        A paixão, de acordo com a doutrina do Bhagavad Gita,  é a exacerbação do apego. O estado de paixão é de completo obscurecimento da consciência, onde não se enxerga nem se percebe nada,  a não ser o avassaladora obsessão  pela  realização do objeto do apego. Mas este estado também não é estável. Ele evolui para o estado de Ira ou raiva.
         A ira, por sua vez, gera a perda do discernimento, da consciência. Quando isso acontece, verifica-se, em consequência, o obscurecimento da nossa memória. Com a nossa memória obscurecida, o nosso intelecto se debilita e nós chegamos ao fundo do poço.
        Como se vê, o apego é algo doce no seu início, mas que  pode, no final, tornar-se  amargo e doloroso! Precisamos gerenciar os nossos apegos de forma a não permitir que eles  se transformem em paixão, porque, no estado de paixão, perdemos o controle de nossas ações e poderemos ser  arrastados para a ira, e, em seguida para a perda do discernimento e, em seguida para  o enfraquecimento da memória  e, por fim para a  debilitação da Inteligência. Isso é o fundo do poço. 
      O apego é, no fundo, uma manifestação da nossa ignorância. É uma criação  do nosso Ego, que imagina equivocadamente  poder apropriar-se dos bens da vida, esquecendo-se de que eles são insusceptíveis  de apropriação, porque  o Universo, em sua totalidade, é uma expressão desse Deus Amoroso, que é eternamente Uno e Senhor.  "Tudo é Deus. Tudo é da Natureza de Deus. Tudo é necessário."
      Quando possuímos algo com apego exacerbado, na verdade, estamos é sendo possuídos!  

sábado, 19 de julho de 2014

OS DESEJOS

      Os  desejos brotam aos turbilhões  de nossa a alma, impulsionando-nos à realização de ações de natureza as mais diversas. Trata-se de uma Energia da Vida que nos leva a viver experiências de ganho, perda, vitória, derrota, alegria, tristezas, prazer, dor e sofrimento. A finalidade dessas experiências é nos proporcionar o conhecimento, o   aprendizado, a expansão da consciência.
       O desejo é um fiel servidor do Karma, uma  Lei da Natureza que tem a função de nos  ensinar os caminhos da reta ação. Ele nem sempre nos permite perceber a natureza dos resultados das ações a que  nos leva.
      Esses resultados, algumas vezes, trazem alegrias, conquistas  e realizações. Outras, desagradam. Aí, queremos modificá-los. Nem sempre conseguimos. Por isso, sofremos! Este sofrimento, quando experienciado completamente, transforma-se em aprendizado. O desejo, portanto, é uma Energia da Natureza  a serviço do Plano Divino da evolução. 
    Mesmo nas hipóteses em que eles são obscuros, sempre  levam à uma expansão da consciência.  Veja-se neste exemplo.
      Um pai, com a melhor das intenções, deseja ardentemente que o seu  filho siga a sua vitoriosa profissão de médico. O menino, entretanto, não tem nenhuma inclinação para a Medicina. Logo informa ao pai que o seu desejo é ser  um artista de circo.
    Esse desejo forte do pai o  impulsiona a praticar muitas ações equivocadas com o objetivo de  forçar o filho a seguir a profissão de médico. Os resultados dessas ações vão gerando muitas situações de conflito. Depois de algum tempo, após muito sofrimento, o pai percebe que não pode mudar a natureza de outro ser humano!  
   Essa expansão da consciência nasceu a partir de um  desejo. Os nossos desejos, portanto, nunca são incompatíveis com os caminhos da nossa jornada evolutiva. Eles representam uma Energia da Natureza a serviço da evolução.
   Essa Energia da Vida não pode ser suprimida, nem simplesmente desconsiderada. Mas, sim, aperfeiçoada e transformada pela  experiência.
    O conhecimento da Unidade ou sintético também aperfeiçoa e  transforma a natureza dos nossos desejos, iluminando-os  e harmonizando-os com o funcionamento universal.
     Isso é assim porque a visão sintética irradia luz sobre  os caminhos das ações, contribuindo para uma maior elevação da qualidade dos desejos. 
   
  


quinta-feira, 17 de julho de 2014

O SANTUÁRIO DO CORAÇÃO

       
          O Coração é um Santuário Divino. A partir deste lugar sagrado, o Ser  dirige a evolução de nossa alma, outorgando-lhe  alegrias ou  tristezas, de acordo com  a natureza das nossas ações. Se agimos conforme as leis do amor,  a alegria eterna do Ser que mora em nós  se irradia sobre nossa alma, fazendo-a experienciar  momentos de felicidade.  Se, pelo contrário, agimos com violação às leis que regem o processo da vida, a alegria do Ser Divino que mora em nós retrai-se e nós experimentamos instantes  de tristeza.
         Como se vê, é  do  nosso próprio Coração que se irradia  a Luz  que ilumina os caminhos de nossa vida rumo à eternidade. Neste Santuário Sagrado,  mora Aquele que é o nosso Refúgio e a nossa eterna proteção, Aquele que nos sustenta,  que nunca nos abandona  e que é a Vida de nossa própria Vida.
          Estamos na Era Dourada. É  chegado o tempo de compreendermos que o Supremo Deus mora no mais profundo do nosso Coração  e que Ele mesmo é o Governante Interno de nossa vida,  o nosso Grande  Mestre  e também  o Doador de todo bem que chega até nós.
         Se queremos conhecimento, discernimento e fé, somente Ele, o Divino Morador do Coração, é que  pode nos dá. É Ele mesmo  quem realiza as mudanças no nosso corpo para que por este possam fluir  as energias  da serenidade, do domínio dos sentidos, da austeridade, da clemência e  da reta ação.
         Também a coragem, a capacidade, a habilidade, o poder, a generosidade e a majestade são dádivas com que o nosso próprio Divino premia nossa alma em sua jornada evolutiva  pelos misteriosos caminhos da vida.
         Tudo que alcançamos é dom Divino que, mesmo vindo através do Coração de  Jesus, Buda, Krishna ou outro Ser Divino, chega até nós pelo Portal Sagrado do nosso próprio Coração,  onde também  mora o Amoroso  Deus Único, que tudo  compenetra, sustenta e dirige.
         Nesta Era Dourada, ressurge vigoroso o ensinamento de São Paulo: "Nós sabeis que sóis templo do Espirito Santo e que o Espirito de Deus habita em vós?
          Salve o novo tempo e  os segredos do Coração!

sábado, 12 de julho de 2014

AS QUATRO PRINCIPAIS LEIS DIVINAS.

             
         Como todos sabemos, a vida, em sua totalidade, está organizada e desenvolve-se   sob a regência de Leis Eternas. Todos os processos da Vida, portanto,  fluem de acordo com a regulação destas Leis.
          A Lei Divina ou Dharna é aquilo que tem  o poder de proteger e preservar os seres criados, conferindo-lhes o bem e a felicidade.
          O nosso bem estar, a nossa paz, a nossa felicidade  estão estritamente relacionados com o maior ou menor  grau de sintonia que temos com essas  leis.
          Os conhecedores da Verdade proclamam a existência de 4 Leis Espirituais de extraordinária relevância para nossa evolução e felicidade.
          A Primeira delas,  é a "Lei da  Não Violência".
          Como sabemos, o Amor é a essência, o  fundamento da Vida e o  Grande Mistério que une sutilmente todos os seres. Como a  violência atinge diretamente essa Base Divina, quem contraria essa Lei   sofre as suas inevitáveis consequências.
          À medida que praticamos a  violência, vamos, gradativamente,  enfraquecendo a nossa conexão com o Amor Universal, que é a única fonte  de paz, de alegria, de poder, de bondade, enfim,  da verdadeira felicidade.
          A Segunda, é a  "Lei da Veracidade."
          A Verdade é, de igual modo, uma importante Lei  Divina  de sustentação dos processos da  Vida. Aqueles que seguem a sua trilha encontram nela um  refúgio seguro que os protege de todo mal. Enquanto a   Mentira é o portal por onde entra todo o mal, a  Verdade  nos protege contra todas as Ilusões da vida.
          A terceira, é  Lei é do "Serviço à humanidade."
         O Universo está organizado e funciona dentro de uma  Estratégia Divina da Cooperação. Quando servimos desinteressadamente aos nossos semelhantes, entramos em conexão com a Grande Vida e passamos a  receber as suas bênçãos. São Francisco de Assis tinha  razão quando proclamou  que "......é dando que se recebe."
         A quarta, é a  "Lei da Meditação no Ser Supremo".
         O Ser Supremo se manifesta em todas as partes como o  Único. Os Mestres nos ensinam que Deus é onipresente, onisciente e onividente  e que Ele é o  Uno, que tudo alcança, tudo abrange,  tudo compenetra e sustenta.
         Esses são os quatros Dharmas principais que têm o poder de nos despertar para a Era da Unidade e do Amor. O convite é para que todos nós comecemos a vivenciá-los para que possamos saborear os seus frutos e comprovar o seu valor e sua origem divina.
 
 
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Após o Despertar

Após seu despertar você deve aprender a aplicar os ensinamentos.
Antes do despertar você não pode aplicar estes ensinamentos.
Por exemplo, um ensinamento importante é ficar com “o que é”.
Experienciar “o que é”. Viver com “o que é”.
Tudo isto você não pode fazer a menos que seja desperto.
Mas uma vez desperto você deve fazê-lo.
Você deve estar consciente do que está acontecendo.
Isto é possível somente se você está desperto.
E a consciência não é um meio para um fim. É um fim em si mesma.
O desperto não busca nenhum fim.
Ele simplesmente está consciente do pássaro no céu.
Ele está consciente do companheiro humano. Isto é tudo.
Mas à medida que ele continua fazendo isso algo mais acontece.
Imagine que você coloque um legume numa frigideira e fique fritando, o legume passa por uma mudança. Isto é transformação.
Do mesmo modo a atenção ou consciência é como o calor.
E “o que é” passa por uma mudança.
Esta mudança nós chamamos de transformação.
A pessoa desperta quando pratica os ensinamentos sob o calor da atenção “o que é” passa por uma transformação.
Esta pessoa transformada move-se para estados muito elevados.
E no devido tempo torna-se realizada em Deus.
O despertar é como uma tocha. O
Você tem que aplicá-lo e ver o que é.
Se você não vê “o que é” não há utilidade.
O despertar está meramente lhe dando uma tocha.
Seu trabalho é fazer uso da tocha.
Apenas uma pessoa transformada pode tornar-se uma com Deus.
De outra forma não.
                               Por Sri AmmaBhagavan

Tradução – Pedro Vidal

Seleção de Postagm – BlogBlessolutions

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Contemplação de Deus no Santuário do Coração


     O Supremo Deus  se manifesta como Eu no Coração de todos os seres. Morando nesse Santuário Sagrado, Ele Mesmo é o Mestre Divino, o Governante Interno e o Amoroso Doador de todo bem.
     Entronado nos nossos  Corações, este Supremo Amigo é que  quem gera nos nossos corpos materiais as virtudes da serenidade, do domínio dos sentidos, da austeridade, da fé, do conhecimento e do discernimento espiritual.
     Esse Supremo Amor é quem, de igual modo, transforma a matéria dos nossos corpos materiais para gerar neles a coragem, a capacidade organizadora, o poder de não sucumbir  nas lutas da vida, a generosidade e a majestade.
     Do Santuário dos nossos Corações, portanto, onde o Grande Senhor da Vida está eterna e misteriosamente  postado, é que emanam todos os dons  e todas as virtudes do homem.
      Tudo vem Dele. E ninguém pode alcançar nem entender os seus mistérios supremos, visto que  é Ilimitado, Transcendente, Imutável e a Divina  Origem de tudo que existe. A nós, suas  criaturas,  é dado apenas o direito de conhecer a Sua Divina Manifestação no Cosmo Infinito.
     Inobstante o seu Poder Ilimitado, a Sua Transcendência e sua Imutabilidade, este Supremo Amigo permite que suas criaturas, pela Devoção exercitada através Meditação com sintética Mente Emocional,  contemplem, no Santuário dos seus próprios  Corações, o Seu Santo Espírito.
     Também  os que seguem o Caminho da Gnana-Yoga,  podem contemplá-Lo nesse Santuário Sagrado através do Conhecimento Sintético.  De igual modo, os que trilham a bem-aventurada Senda da Ação, os Karma-Yoga, podem fazê-lo  através de renúncia e da entrega (Sanyasa e Tyaga). Os que seguem o Caminho da Unidade (Yoga), também alcançam essa Graça através do Atma-Yoga.
     As pessoas que não conseguem reconhecer esse Amoroso Morador Interno que reside em seus Corações, podem adorá-Lo  seguindo os ensinamentos dos Grandes Seres, como Jesus, Buda, Krishna, Amma Bhagavan, entre outros.
     Também aqueles que são bem versados na Ciência Sagrada superam, no devido tempo, a ignorância  que lhes obscurecia o conhecimento do Santo Espírito que mora no Templo de seus próprios corações.
    Na verdade, a essência de todas as criaturas  é esse  Princípio de Vida  que mora internamente. Enquanto os nossos corpos materiais são perecíveis, o Ser, que verdadeiramente somos,  é Eterno e Infinito. Ele não tem nascimento, nem jamais morre.
     Sempre morando no Todo, nunca deixa de existir. É  imperecedouro. É impossível destruí-lo ainda quando seus corpos forem aniquilados.
     Da mesma forma que uma pessoa deixa suas roupas velhas e veste outras novas, o Ser Eterno e Infinito  que somos todos nós,  abandona  os seus corpos quando eles estão desgastados e toma outros,  para seguir o seu roteiro eterno  pelos caminhos bem-aventurados da eternidade.
     Esses ensinamentos maravilhosos foram colhidos no Bhagavad Gita, edição de 26 Capítulos da Suddha Dharma Mandalam. Esse Livro Sagrado contém a mais autorizada exposição da Ciência Sintética do Absoluto.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Exemplo como ferramenta de transmissão do Conhecimento Sintético



          O Conhecimento Sintético revela que “todos os seres nasceram de dentro do Espírito Santo Universal, que a tudo compenetra e a tudo sustenta, numa ordem constante e em vida eterna.”
           Essa Sabedoria da Unidade demonstra, portanto, que “todos os seres, inferiores como superiores, participam de uma mesma vida e formam, nos espaços infinitos, um só Corpo Cósmico.”
          Aqueles que possuem esse Conhecimento Espiritual percebem a Divina Presença no amigo, no inimigo, nos parentes, na pessoa mais amada, nos sábios, nos estranhos indiferentes e nos neutros (BhG XXIV,15).
         O Conhecimento da Unidade  também confere às pessoas  discernimento  para transcender todas as ações, tanto aquelas de resultados agradáveis como as de frutos desagradáveis(BhG XXIV, 14).
          Mesmo que essas pessoas sejam as maiores entre os pecadores, poderão navegar a salvo sobre todos os seus pecados, porque entraram no barco do Conhecimento Divino(BhG XXIV,18).
          Ações realizadas com discernimento sintético irradiam uma luz que tem o poder de guiar as outras pessoas, de iluminar suas consciências e de transmitir-lhes a Sabedoria Espiritual(BhG XXIV,5).
         Porque possuem esse Conhecimento, os sábios utilizam o exemplo como a sua principal ferramenta para transmitir sabedoria espiritual ao mundo(BhG XXIV,7).
         Assim, eles realizam ações impessoais para o bem do mundo, com a mesma intensidade que empregam aqueles que, sem de discernimento espiritual, executam seus atos fortemente apegados a seus frutos(BhG XXIV,8).
         Aqueles que possuem discernimento sintético sabem que o processo de aquisição de conhecimento exige uma investigação pessoal do conhecedor sobre conhecimento(BhG XXIV,6).
         Por isso, não perturbam a compreensão daqueles que não tem essa sabedoria e que, por isso mesmo, estão apegados aos frutos de suas ações(BhG XXIV,9 ).
        O que eles fazem é regular devidamente todas as suas ações para o progresso dos outros, utilizando, para tanto, as ferramentas do exemplo e da transcendência sobre os frutos dos atos, (BhG XXIV,9).
        A vida de Mahatma Gandhi, cuja foto ilustra esta postagem, demonstra claramente  como os sábios usam a ferramenta do exemplo para promover a evolução do mundo.



Bhagavad Gita – (BhG) – Edição Suddha Dharma Mandalam – 26 Capítulos


domingo, 10 de junho de 2012

A Síntese no funcionamento das faculdades humanas


        A Ciência Sintética do Absoluto* ensina que só “Vê, de Verdade, quem vê a Unidade em tudo e percebe a Grande Vida funcionando de forma Tríplice e Unitária.
        Na verdade, o Universo e os Seres Humanos estão submetidos a uma Ordem Quartenária que tem não só uma base funcional tríplice, constituída pelas faculdades do conhecimento, do desejo e da ação, e, como também, um funcionamento unitário(BhG IV, 7).
       O Espírito Santo Universal, que tudo compenetra, sustenta e dirige, é Diretor do Funcionamento Unitário e também o Sintetizador do Funcionamento Tríplice(BhG IV, 7).
         Esse Espírito de Amor possui uma base de manifestação no Coração de todos os seres e, através da Sagrada Energia da Unidade, os mantém em funcionamento, ativando as suas três faculdades humanas do Conhecimento, do Desejo e da Ação (BhG VI, 20).
        Essas faculdades dos seres humanos, por estarem ainda pouco desenvolvidas, funcionam, durante um longo período do processo evolutivo, de forma exclusiva, sem qualquer integração nem harmonia entre si.
       Elas operam de forma diferenciada em cada ser humano e têm como característica comum o fato de haver sempre uma mais desenvolvida do que as outras duas.
       A faculdade mais desenvolvida proporciona uma melhor captação da Energia da Unidade, que flui do Coração de Deus, e é essa Graça Divina que nos transmite o poder e a força necessários para cumprirmos, com mais eficiência, nossa missão no mundo(BhG I, 24).
       Essa faculdade que sobressai por ser mais receptiva à Energia da Unidade, representa a nossa natureza material, a nossa vocação, o modo que mais gostamos de atuar.
      A Ciência Sagrada nos ensina que “aquele que efetua as ações com discernimento espiritual, adaptado á sua natureza material, não queda sujeito à escravidão das ações. Esse é um grande ensinamento divino (Bhg XXVI, 24).
       É nosso dever, portanto, utilizarmos o poder dessa faculdade que corresponde a nossa vocação, para também promovermos o desenvolvimento das demais, com vistas a um funcionamento sincronizados ou sintético, que é o ideal a ser alcançado.
      A falta de sincronia no funcionamento dessas faculdades impede que a Luz da Sabedoria Espiritual flua através do corpo do ser humano e compenetre todos os seus centros e veículos receptores( BhG XI, 13).
      Quando essas faculdades estão adequadamente desenvolvidas e, em conseqüência, passam a funcionar de forma sincronizada, a Energia da Unidade, que brota do Coração de Deus, irradia seus átomos de harmonia e felicidade para todo o corpo humano e faz com que as operações da mente, do intelecto e dos sentidos se façam em inquebrantável unificação(BhG XI,10).
     Com o funcionamento de suas faculdades devidamente sincronizado, o homem adquire a Sabedoria Sintética e, em conseqüência, conquista um estado de paz e felicidade(BhG XXIV, 21).
      "Mediante essa transcendental compreensão espiritual, aquele de sentimentos abnegados, de profunda devoção e executando ações impessoais, alcança a realização, entrando nesse estado em que não se aflige nem se regojiza"(BhG II, 25).
     Também ele percebe que nenhuma outra aquisição pode superá-lo, já que alcançou a mais sublime condição que um ser humano pode almejar, que é a Unidade com o Divino(Yoga), onde não é perturbado nem por intensa dor, nem pelo prazer.(BhG XXIV, 17).
      Neste estado de Unidade, em que também descobre que Deus é a Causa de tudo, inclusive das ações que ele pensava executar(BhG VI, 25),  o homem inclina seu coração diante do Grande Senhor da Vida e, com humilde reverência, repete a súplica que um dia embalou a alma de São Francisco de Assis:

“Senhor,
Fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio que eu leve o amor
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
Onde houver discórdia que eu leve a união
Onde houver dúvidas que eu leve a fé
Onde houver erro que eu leve a verdade
Onde houver desespero que eu leve a esperança
Onde houver tristeza que eu leve a alegria
Onde houver trevas que eu leve a luz

Oh, Mestre!
Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando, que se recebe
É perdoando, que se é perdoado
E é morrendo, que se vive
Para a vida Eterna.”





Bhagavad Gita (BhG – Edição Suddha Dharma Mandalam(26 Capítulos).


segunda-feira, 2 de abril de 2012

A RENÚNCIA E A ENTREGA A DEUS – (PARTE FINAL )


         O verdadeiro renunciante é aquele que, possuindo discernimento espiritual, nada aborrece nem nada deseja. Ele transcendeu as dualidades e está inteiramente entrega à vontade divina, sempre disposto a realizar os atos necessários e legítimos sem preferências nem rejeições.
            As pessoas que não possuem discernimento sintético têm mais dificuldade de renunciar aos frutos da ação.Aqueles, porém, que possuem esse discernimento  do Espirito  Universal que a tudo compenetra a tudo  sustenta, conseguem, com maior facilidade, livrar-se das prisões geradas pelo apego aos frutos dos atos.
Os que já alcançaram o discernimento transcendente, mesmo que estejam ocupados com a realização de ações, não quedam escravizados pelos seus frutos, pois compreendem que tudo é da natureza de Deus.
Para alcançar o estado de renúncia e entrega é preciso abandonar o egoísmo e as ideações da personalidade.
Considera-se como perfeito na renúncia e na entrega aqueles que não estão apegados às ações que geram prazeres nos sentidos e que, também, renunciaram aos desejos gerados pela paixão.
O verdadeiro renunciante sabe que a omissão dos deveres nunca é aprovada e que não se deve deixar de executar os atos necessários em razão de dificuldades ou por temor ao esforço físico.
Ele também não deixa de executar as ações somente porque elas, juntamente com seus frutos, sejam desagradáveis, nem tampouco as cumpre somente porque sejam agradáveis.
Os que não são verdadeiros renunciantes consideram os frutos das ações de três maneiras: agradáveis,  desagradáveis e misto. Isso nunca é assim para o verdadeiro renunciante.
Ele sabe que as dualidades  de gosto e desgosto residem nos sentidos, que tomam contato com os objetos que os impressionam.  Por isso, nunca  cede à influência delas,  pois ambas confundem a visão do caminho da verdadeira ação.
A paixão pessoal é como um fogo voraz que consome o entendimento até das pessoas mais inteligentes. Por isso, é que a paixão e o seu resultado, a ira, são considerados como o mais pernicioso e destrutivo inimigo da reta conduta.
Esse inimigo tem sua influência e campo de operação nos sentidos, na mente e no intelecto, e são estes que obscurecem o discernimento espiritual e confundem os aspirantes.
O grande conselho dos Conhecedores da Verdade é que, como um primeiro passo, deve-se dirigir espiritualmente os sentidos, para derrotar as paixões que obstruem a inteligência e o conhecimento.
Estes são os ensinamentos que, sobre o tema, nos oferece o Bhagavad Gita, a Ciência Sintética do Absoluto*.


            *Edição Suddha Dharma Mandalam, composta de 26 capítulos.




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A RENÚNCIA E A ENTREGA A DEUS – ( PRIMEIRA PARTE )


    Muitas pessoas  buscam renunciar ao  egoísmo  e  entregar-se nas mãos de Deus, como forma de realizar a grande finalidade da Vida.  A dificuldade  para tornar concreto  esse propósito é descobrir, na dinâmica da vida,  o que constitui  o estado de   renúncia de si mesmo  e  de entrega à Vontade Divina.
   Alguns sábios declaram que isso significa desistir da ação que proporciona  frutos pessoais. Outros sustentam que significa a abrir mão dos  resultados de todas as ações, quer sejam  boas, más e indiferentes. Por fim, alguns eruditos sustentam que  esse estado de renúncia e de entrega significa não realizar qualquer ação que possa causar dano aos outros seres.
   Ao contrário do que muita gente pensa, o estado de renúncia e entrega  não representa uma postura de  ociosa passividade no mundo, porém um estado dinâmico de  completa integração no  Movimento da Vida, mediante a realização  dos atos necessários e legítimos.
    O Bhagavad Gita ensina que  renúncia e a entrega constituem aquele estado ou condição em que as pessoas estão profundamente comprometidas com a execução de atos impessoais com vistas à prosperidade do mundo. Entre esses atos, destacam-se a caridade, os sacrifícios e as austeridades.
    A verdadeira Caridade é aquela que é feita sem esperar retribuição e com o devido discernimento quanto à oportunidade, o lugar e a conveniência.
    O verdadeiro Sacrifício é aquele que é feito corretamente por alguém que não deseja fruto algum como recompensa e considera sua execução como justamente necessária.
    As Austeridades são de três tipos. As do Corpo, que são constituídas pela reverência a Deus, presente no Santuário do nosso próprio Coração, ao Guru ou Mestre  pessoal, aos Iniciados, aos Seres Divinos e, também, pela  retidão de conduta, pela limpeza, continência e por uma profunda humildade.
   As Austeridades da Palavra são constituídas por uma linguagem inofensiva, a qual deve ser verídica, doce e benéfica e também pelo estudo continuado da Ciência da Síntese, contida no Bhagavad Gita. E, finalmente, as Austeridades da Mente, que são constituídas pela serenidade de pensamento, pelo contentamento, a calma, a vigilância mental e pela  a pureza de intenção.
     As  Leis Divinas exigem, como requisito essencial, que  esses atos de caridade, sacrifício e austeridades,  entre os quais se incluem aqueles que correspondem aos nossos deveres como cidadão, pais, filhos, irmãos, empregados, patrões, etc,  sejam executados desapaixonadamente e sem desejar o seu fruto.  Sem a observância desses requisitos fundamentais,  não pode ocorrer o  verdadeiro estado de renúncia e entrega.
    É muito importante a realização dessas ações desinteressadas, porque, do cumprimento delas, se derivam infinitas bênçãos. Os Conhecedores da Verdade ensinam que, sem a execução delas, o curso da nossa  vida no processo do mundo, nunca será totalmente cumprido.
    Isso é assim porque  vivemos   em um mundo da ação, onde os seres humanos  evoluem mediante a execução de atos. A realização das ações, portanto,  nunca pode ser abandonada inteiramente, visto que  elas  fazem parte integrante da engrenagem que movimenta o processo de transformação do mundo.
    Se alguém, impulsionado pelo egoísmo,  decidir que  não vai realizar mais qualquer tipo de ação, essa deliberação não se cumprirá, porque as energias da evolução, que estão presentes no seu próprio corpo, o impelirão a agir.
   A única coisa que pode e deve ser feita, por constituir um importante meio de purificação da alma, é  a renúncia aos resultados das ações. Estes devem ser oferecidos a Deus, que é  o verdadeiro Ator Universal.
   Essa dedicação dos frutos das ações a Deus constitui  um  meio seguro de liberação  dos apegos que escravizam  o homem na corrente  dos desejos intermináveis.
    Aquele que renuncia aos frutos das ações consegue paz. Quem não renuncia aos frutos da ação pelo desejo permanece ligado, tornando-se prisioneiro das paixões, que escravizam e fazem sofrer.(Continua na próxima postagem)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MEDITAÇÃO - UMA PRÁTICA PARA CONTROLAR A MENTE


      A mente humana é inquieta, agitada, poderosa e obstinada. O seu domínio parece tão difícil como sujeitar o Vento.
     Embora agitada e inconstante, a mente pode ser controlada pela Prática da Meditação na Unidade.    Outra forma de discipliná-la é através do desapaixonamento nas relações sociais, pessoais e em todas as ações.
     É importante trabalhar-se com o conceito correto da Unidade, compreendendo que “todos os seres nasceram de dentro do Espírito Universal que a tudo compenetra e a tudo sustenta, numa ordem constante e em vida eterna.”
   “E que, portanto, todos os seres, inferiores como superiores, participam de uma mesma vida e formam, nos espaços infinitos, um só corpo cósmico.”
      Essa Prática de Meditação nunca atrai nenhum mal e é o meio mais apropriado para alcançar-se a tranquilidade. Para aqueles que já alcançaram esse estado de paz, ela será sempre seu apoio fundamental.
     Para realizar-se com êxito essa prática, é importante o equilíbrio nos hábitos de alimentação e de sono, não comendo, nem dormindo, demais, nem de menos.
     Em um lugar solitário, tranquilo, sem temor algum, em permanente continência, sempre dirigindo sua mente para a Suprema Unidade, desapegado e desapaixonado, o aspirante deve manter a mente, os sentido e o pensamento devidamente controlados.
    Com os olhos fechados, mantendo-se reto e imóvel o corpo, o queixo e a cabeça uniformemente em linha, sem distração mental, fixando a vista na raiz do nariz, entre as sobrancelhas, deve-se executar essa Prática de Meditação para purificação da Mente.
     Da mesma forma que uma vela, num local protegido dos ventos, queima sem trepidar, tal é a semelhança da firmeza mental alcançada pela pessoa bem disciplinada durante essa prática de meditação.
   Neste estado meditativo, a mente consegue tranquilidade e, através da quietude mental, contempla o Espírito e  Nele se alegra. Deste modo, realiza o supremo êxtase, que é compreensivo pelo entendimento, porém muito além dos sentidos.
     Conseguido esse estado de paz, julga que nenhuma outra aquisição pode superá-lo e, estabelecido nele, não é perturbado por intensa dor nem pelo prazer.
     Esse Estado de Yoga ou Unidade afasta o aspirante da associação com a dor e o prazer, mantendo-o na suprema paz da Comunhão Espiritual.
    Assim, ensina o Bhagavad Gita, a Ciência Sintética do Absoluto. 
    Se fizermos essa prática com zelo e perseverença, certamente um dia experimentaremos esse estado de transcendência  que nos eleva acima do prazer, da dor e de todas as dualidades, que  nos fazem rir e chorar. 


Bhagavad Gita  - Edição completa de 26 capítulos – Suddha Dharma Mandalam