terça-feira, 25 de outubro de 2011

LEIS DIVINAS


        As sociedades modernas regulam a conduta e as atividades dos seus cidadãos através da edição leis, que são, em síntese, normas destinadas a orientar o comportamento das pessoas com vistas a  alcançarem uma convivência pacífica.
       Sem essas leis para balizar a conduta dos cidadãos não existiria ordem nem paz entre os povos, visto que o ser humano, no atual estágio em se encontra, ainda carrega uma grande propensão para transgredir aquela linha de conduta que proporciona uma convivência pacífica com os seus semelhantes.
       Imaginem uma cidade sem as leis de trânsito, que caos não seria. Mesmo com essas leis, muitos acidentes ainda ocorrem porque existem aqueles que, por diversas motivações, desrespeitam essas regras de conduta.
       O Criador promulga, através de seus Representantes, as Leis Divinas que regem o funcionamento do Universo. Essas leis, que também são conhecidas como DARMAS, são promulgadas com a finalidade de preservar, proteger e fazer evoluir as criaturas.
       Quando descumprimos as Leis Divinas que regem o funcionamento do Universo, de cuja natureza todos os seres fazem parte, não só perdemos a proteção que elas conferem, como também nos atrasamos no processo evolutivo da consciência.
      Os Conhecedores da Verdade nos ensinam que vivemos atualmente na Era da Unidade ou Síntese e que, neste ciclo de tempo, aqueles que seguirem as leis eternas chegarão a “perceber em todos os seres a Única Existência Eterna e indivisa, que se manifesta na separatividade”.
      Esses Senhores da Sabedoria também nos orientam a procurar cumprir quatro leis principais, que conferem  bênçãos especiais nesta Era da Unidade. São elas:
      I - A inofensividade – Evitar causar danos a todos os seres vivos, por palavra, pensamento e ação;
      II – Ser Verdadeiro;
      III – Servir à humanidade na medida da sua própria capacidade, tratando de assegurar o bem-estar e  a felicidade a todos os seres;e
      IV – Meditar no Ser Supremo, que se manifesta em todas as partes como Único.
     Há mais de dois mil anos que o Senhor Jesus nos ensinou a amar o próximo como a nós mesmos, a não ofender os irmãos  por palavra, pensamento e ação. Ele também nos exortou a conhecer a verdade como forma de libertação: ”Conhecereis a Verdade e Verdade vos libertará.”
     O Divino Mestre, como Emissário do Supremo Deus, também nos ensinou, com palavras e exemplos, a servir aos irmãos, assinalando, no seu Evangelho repleto de Leis Divinas, que “quem não vive para servir, não serve para viver.”
     A felicidade que todos buscamos alcança-se melhor e mais rapidamente através do conhecimento e da prática das Leis Divinas. Há alguma dificuldade nessa senda, mas vale a pena. A gente vai aprendendo aos poucos. Segue contente por ter certeza de que esse é o caminho da verdadeira felicidade.







segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CORAÇÃO: MORADA DO GOVERNANTE INTERNO, MESTRE DIVINO E DOADOR DE TODO BEM.

     Rafael, amigo de Devapi, meu filho querido, veio a Aracaju fazer o concurso Público para o TRT/SE e hospedou-se em nossa residência. Por volta das 12:30 horas, saímos todos de casa para ir almoçar no Shopping Jardins.
    Quando estávamos a caminho, Rafael percebeu que não trouxera o seu documento de identidade, sem o qual não poderia fazer o concurso. Tínhamos de voltar imediatamente. Nesse instante, Eliana, minha esposa querida, que estava no Shopping adiantando o almoço, ligou para mim, quando lhe informei do ocorrido. Ela ficou preocupada porque o tempo era limitado.
    Sem demora, fizemos a volta, pegamos o documento e   retornamos rapidamente, apesar do transito congestionado no local. Rafael comentou, impressionado, a velocidade com que tudo isso foi feito. Ao ouvir esse comentário, brotou de mim a seguinte expressão: “A boa vontade de servir imprime velocidade a tudo”.
     Eu, que falo tantas tolices, fiquei impressionado com essa verdade que pronunciei sem ao menos pensar. Chegamos ao Shopping Jardins. Eliana já havia reservado um lugar na fila do restaurante “O Moinho”. Enquanto Rafael, Juliana e Devapi almoçavam, fiquei na fila para adiantar o pagamento.
    O almoço terminou e rapidamente entrei no carro para levar Rafael e Juliana ao local da Prova deles, no Centro da Cidade. Faltavam poucos minutos! Não sabia ir para esse endereço. Começamos a perguntar. As duas primeiras pessoas às quais nos dirigimos, não sabiam informar. Apesar de todos ficarmos um pouco apreensivos, acalmei meus amigos! Se chegássemos um minuto atrasado, eles não poderiam fazer as provas.
    A terceira pessoa a quem perguntamos, que dirigia uma moto, conhecia o endereço e, espontaneamente, ofereceu-se para nos guiar. Disse-nos: “sigam-me e eu os deixarei lá.” Acompanhamos o nosso guia. Não demorou muito e pudemos respirar aliviados! Conseguimos chegar a tempo!
    Depois, ao refletir sobre esse evento, tirei algumas conclusões que aqui compartilho: creio que a expressão “a boa vontade de servir imprime velocidade a tudo”, dita sem pensar, certamente foi uma inspiração e um ensinamento do Ser Divino que habita o meu e o Coração de todas as Criaturas.
   Conforme proclamam os Conhecedores das Leis Eternas, vivemos atualmente na Era da Síntese, um tempo especial em que o Supremo Deus se manifesta como EU nos corações de todos seres e, Ele Mesmo, desempenha o papel de Governante Interno, Mestre Divino e Doador de todo o bem…
    Nessa experiência, também creio que  Ele, presente em nossos corações, também inspirou a generosidade do nosso irmão motoqueiro, que, sem nos conhecer, espontaneamente, ofereceu-se para nos guiar.
    Deus, o Amistoso Morador Interno, é Aquele que suavemente inspira e dirige todos os Corações e o próprio Universo.
    Todas as pessoas, sem exceção alguma, precisam começar a prestar atenção a essa voz silenciosa que constantemente está falando em nossos corações.
    Ela é a voz do próprio Deus que, a todo momento, nos  convida para caminharmos com Ele, que é o Supremo Amigo e nosso Eterno e Inseparável Amor, o Único que não nos abandona nunca, nem nas experiências dolorosas da vida, nem nos mistérios da morte.
    Os nossos defeitos e pecados não devem impedir que nos voltemos para a Divina Presença em nossos Corações. “É pela Sua Graça, que crescemos em vigor e Sabedoria”.
    À medida que nos aproximamos mais Dele, os nossos pecados e defeitos vão se dissolvendo tal qual a suave Neblina da manhã que se desfaz ao receber os primeiros raios do Sol.
    O Divino olhar não se detém em nossas iniquidades. O Seu Amor tudo transcende, transforma e cura! Não importa como nos consideramos! O que importa é que o Senhor da Vida e Supremo Amor permanece eternamente imaculado no Santuário dos nossos Corações.
   Ele não olha para os nossos pecados e defeitos! Ama-nos incondicionalmente, com um amor e carinho muito maiores do que aqueles que a mais amorosa das mães dedica aos filhos queridos. O Amor só sabe Amar. Assim, é a Divina Presença  em nossos  Corações.







domingo, 9 de outubro de 2011

ERA DA SÍNTESE: A LUA CHEIA DA UNIDADE


 O processo evolutivo do mundo sofre uma profunda influência do Tempo, que trilha soberano o caminho da eternidade, arrastando atrás de si o grande carrossel das mudanças. Nada resiste ao Tempo, que é inflexível no seu curso. Com ele, tudo se transforma, nada permanecendo como era antes.
      No contexto das mudanças que o Tempo promove, também se inserem as leis, tanto aquelas criadas pelos homens para regular a convivência em sociedade, como as  leis espirituais que são estabelecidas para preservar, proteger e fazer evoluir todos os Seres, proporcionando-lhes o bem e a felicidade.
      Os Conhecedores das Leis Eternas (Dharma) que regem o processo da Vida em nosso Planeta proclamam que o Tempo se divide em quatro grandes ciclos ou Eras e que, em cada um deles, prevalece ora a ação, ora o desejo, ora o conhecimento e ora a Síntese destes três.
     Algo parecido com as quatro fases da Lua: Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante. Da mesma forma que a luminosidade da Lua varia conforme as suas fases, a Grande Vida projeta sobre o Planeta, em cada ciclo de tempo, ora a força da Ação, ora a força do Desejo, ora a Luz do Conhecimento e ora a Plenitude da Síntese.
     Com efeito, todas as Leis ou Dharmas, sejam materiais ou espirituais, somente têm eficácia como meios de promover a proteção, o progresso e a felicidade dos seres, se estiverem em sintonia com o Ciclo de tempo correspondente.
     As Leis materiais e espirituais, portanto, precisam periodicamente ajustar-se às mudanças dos ciclos, visto que, quando não estão em sintonia com o novo ciclo, perdem completamente a sua eficácia, tornando-se estéreis.
     Vivemos atualmente o Ciclo da Síntese, a Era da Unidade. Os Grande Seres ensinam que esta Era é especialmente Sagrada e que, no seu curso, o mundo vai passar por profundas transformações.
     Enquanto, em outro ciclos de tempo, os homens logravam o Objetivo da Vida depois de largos e árduos esforços, nesta Era Sagrada da Síntese, todos poderão compreender as Leis Divinas e alcançar o Objetivo da Vida com muito pouco esforço .
    O Dharma Sagrado da Era da Síntese pode ser praticado facilmente por todas as categorias humanas. Até mesmo os seres mais degradados, poderão, através deste Dharma, alcançar o Objetivo Supremo.
    Neste ciclo de tempo, as Leis Divinas relacionam-se com o Ser. Desta forma, todos os pecados dos homens  podem ser lavados e purificados nas águas do aperfeiçoamento do Ser.
    O Supremo Deus, nesta Era,  manifesta-se como EU nos corações dos Seres, sendo Ele Mesmo, o Mestre Divino, o Governante Interno e o Doador de todo bem.
   Todos precisamos aproveitar o Tempo presente para  banhar-nos na Luz Sagrada de Sabedoria e Amor que jorra da Lua Cheia da Unidade.










domingo, 2 de outubro de 2011

O Caminho do Meio e as nossas ações.


       Na vida sempre estamos realizando algum tipo de ato. Ninguém pode deixar de agir, mesmo que deseje. Se alguém, equivocadamente, decidir por não praticar mais qualquer tipo de ação, esse seu propósito não se cumprirá. A sua própria natureza o impelirá a agir, mesmo contra sua vontade. Todos os seres carregam em suas entranhas as Energias Sagradas da Evolução que inevitavelmente os conduzirão a um futuro de felicidade plena.
      Quando vamos realizar algum tipo de ação, sempre temos em vista a natureza do seu resultado. Geralmente, classificamos os resultados de nossas ações como agradável, desagradável ou misto. O tipo de resultado que vislumbramos, quase sempre exerce uma forte influência sobre a nossa decisão de executar ou não o referido ato. Se vislumbramos que o resultado vai nos agradar, vamos em frente e praticamos a ação. Quando, ao contrário, imaginamos que o resultado vai ser desagradável, desistimos dela.
        Não devemos nos deixar influenciar por esses aspectos superficiais dos resultados dos atos visto que, por estarem situados no nível dos nossos sentidos físicos, não permitem uma visão completa do verdadeiro resultado da ação. Eles funcionam como uma fumaça que impede a visão plena fogo.
       Portanto, ao realizarmos qualquer tipo de ação, devemos levar em consideração apenas a sua necessidade. Se a ação for realmente necessária, devemos implementá-la porque certamente o seu resultado será bom para a nossa vida. Devemos nos lembrar que o bom nem sempre é o agradável, assim como o agradável nem sempre é o bom. De igual modo, devemos discernir que o desagradável nem sempre é ruim.
       Muitas coisas agradáveis trazem nas suas entranhas semente de muita dor e sofrimento, da mesma forma que muitas coisas desagradáveis são fontes de alegria e felicidade. Devemos, portanto, evitar os extremos, seguindo o Caminho Meio, que nos aponta para a ação que verdadeiramente é necessária, que é aquela que temos o dever de realizar.
       Sábio é aquele realiza as ações necessárias e não está apegado aos seus frutos. Sem o cumprimento das ações necessárias, o curso de nossa vida no processo evolucionário do mundo nunca será totalmente cumprido. Pela realização dessas ações, Deus nos nos concede muitas bênçãos.
     Tudo isso é o que nos ensina  o Bhagavad Gita, a Sublime Canção do Senhor.



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Não é bom remar contra a Maré da Unidade


     Quando realizamos um ato, queremos que o resultado dele seja conforme o nosso desejo. É o apego ao fruto da ação. Esse apego constitui a principal causa das nossas quedas e fracassos.
     As Leis do Universo não permitem que tenhamos controle sobre os resultados de nossas ações, visto que todos os atos fazem parte de um complexo e divino sistema de funcionamento universal que transcende os esforços humanos.
    O nosso Deus de Amor e Bondade conferiu ao Universo um sistema de funcionamento múltiplo e uno. Quando a nossa percepção somente alcança o múltiplo, imaginamo-nos como seres separados que xercem controle sobre os resultados das suas ações. Isso é apenas uma ilusão. A Verdade é que tudo que parece separado faz parte da Grande Unidade, que o compenetra, sustenta e dirige.
     Da mesma forma que dois remadores solitários não conseguem conduzir o seu pequeno barco para o seu itinerário quando a maré se movimenta fortemente em sentido contrário, o homem não consegue realizar as ações que estão em sentido contrário ao movimento da Divina Unidade. Somente ajustando as nossas ações a esse movimento do Amor Divino, é que poderemos alcançar a paz e a felicidade.
    O Bhagavad Gita nos ensina que “o nosso Ser Espiritual não é a causa imediata, não realiza, não está unido nem é afetado pelo resultado de nenhuma ação e que os sentidos e os objetos sensoriais é que atuam entre si”, sendo, portanto, a matéria a causa imediata de todas as ações.
   Esse Livro Sagrado também nos diz: “se agirmos desapegadamente e oferecermos a Deus os resultados das nossas ações, estaremos protegidos do fracasso e das quedas. A renuncia ao fruto das ações, purifica a mente, proporciona paz e felicidade."
   Quem não renuncia ao fruto das ações, sofre porque permanece ligado, através do desejo, a algo que a força irresistível do Universo não permite que se realize.
    Portanto, nós que nada sabemos e estamos no caminho do aprendizado, consideremos  essa grande lição: não é bom  remar contra a Maré do Amor Divino.





domingo, 11 de setembro de 2011

Deixei de procurar fora o que está dentro de mim

      Ontem, 10 de setembro, visitei a Cidade de Lisieux,situada na região da Normandia, na França, terra onde viveu Santa Teresinha do Menino Jesus, a Santinha das coisas pequeninas, que depois foi proclamada Doutora da Igreja Católica. É também a terra do famoso Carmelo,o mundialmente famoso Mosteiro das Freiras Carmelitas,onde Santa Teresinha exerceu o seu ministério de religiosa católica.
    A experiência foi emocionante não só para mim como para Eliana, minha esposa e Ana Raquel, minha filha, as minhas queridas companheiras de viagem. Lisieux é a cidade das rosas. Nela, por qualquer lugar que se ande, vê-se belos roseirais e sente-se o místico perfume dessas flores que estiveram tão presentes na vida de Santa Teresinha.
    Num Pequeno Folheto que adquirimos, existe uma pequena poesia da Santa que me chamou muito à atenção: "Há almas nesta terra que procuram em vão a felicidade,mas para mim, é o contrário, a alegria está no meu coração. Esta alegria não é efêmera,eu a possuo sem retorno, como uma rosa primaveril, ela me sorri cada dia."
    Como se vê, Santa Teresinha nos ensina que a Fonte da Felicidade está no Coração. Ela está absolutamente certa. Em vão, buscamo-la em outros lugares.Não se trata de poesia nem de devaneio religioso. É uma Desconcertante realidade que agora temos de enfrentar. Chegou o tempo do encontro com Deus no Santuário do nosso próprio Coração. O velho Sócrate não estava brincando com os homens, quando escreveu o famoso: "conhece-te a ti mesmo". Nem tampouco Jesus quando nos ensinou que o "O Reino de Deus está dentro de vós."
     Assim como Jesus, todos os Grandes Mestres da Sabedoria proclamam que Deus mora no nosso próprio coração e que, neste Santuário Sagrado, tão pertinho de nós, está a Fonte da Felicidade que todos procuramos.
    Conhecer esse ensinamento de Santa Teresinha fez-me bem. Embora ainda esteja em busca desse Bem Maior que está em mim, alegro-me muito  só em saber que não preciso mais perder tempo buscando fora o que nunca vou encontrar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Uma experiência com um dos Poderes do Coração


         O Coração tem poderes ilimitados e uma Sabedoria Infinita. Nele, mora o Mestre Divino, o Governante Interno e o Doador de todo bem. É uma Fonte inesgotável de Poder, Amor e bem-aventurança. O Reino de Deus mora nesse Santuário, onde estão guardados muitos mistérios, leis e revelações.
      Os Mestres da Sabedoria Universal revelaram a existência de cinco Poderes Específicos do Coração, chamados de Purushartas. O primeiro chama-se Dharma, que consiste na firme determinação de proteger todas as criaturas.  Quando esse poder se manifesta, passa a ser o principal propósito da vida de uma pessoa. O Segundo, Artha,caracteriza-se por uma resolução inabalável de conhecer Deus. O terceiro, Kama consiste numa determinação inabalável de Ser Feliz. A pessoa incorpora firmemente a ideía de que vai ser feliz e consegue porque essa resolução é um Poder de Deus manifestado no seu coração. O quarto poder, chama-se Moksha, que se caracteriza por um suave sentimento de liberdade, alcançado como fruto da observância das Leis Eternas. E, por último, Prapti, que é o próprio Encontro com o Objetivo desejado, nascido da realização benefíca do Amor.
    Não estou bem certo, porém imagino ter vivido uma experiência com Artha,o Poder que impulsiona uma pessoa a buscar perseverantemente o conhecimento de Deus. 
    Há 30 anos atrás, em um momento especial de minha vida, senti em meu coração que, na verdade, Deus é a Fonte de toda Felicidade. Depois disso, tomei uma decisão: "Vou conhecê-lo." Lancei-me, então, em busca desse Conhecimento. Essa busca intensificou as minhas experiências da vida, levando-me a passar por muitas tristezas, alegrias,sofrimentos,derrotas e vitórias. São as tempestades e calmarias naturais da vida.
     Esses ventos fortes e suaves sacudiram e empurraram-me prá lá e prá cá, fazendo-me passar por múltiplas experiências. Em todas elas,  nunca deixei de estudar o Bhagavad Gita, um Evangelho Universal que revela a Ciência Sintética do Absoluto. Esse maravilhoso livro demonstra, numa linguagem científica, que Deus verdadeiramente é o Amor e que esse Amor liga todas as coisas entre si e faz  morada no Santuário do Coração de todos os Seres.
    Algumas vezes, admirava-me o fato de que nunca deixava de estudá-lo, mesmo nas situações mais adversas. Chovesse ou fizesse Sol, acontecesse o que acontecesse, alegrias, tristezas, vitórias, derrotas,turbulências, calmarias, todas as manhãs, durante os últimos 30 anos, estava eu lá com o meu Livrinho Sagrado buscando conhecimento de Deus e recebendo um pouquinho de força, poder e consolação. Como tinha e ainda tenho  muita  dificuldade para compreender o verdadeiro significado do  Conhecimento, pelo menos esse Evangelho da Unidade  me segurava não permitindo que me aprofundasse ainda mais nas minhas próprias obscuridades. 
    Mais tarde,  vim a descobrir que a determinação inabalável de conhecer Deus, que pode se manifestar como graça em qualquer pessoa, é um dos cinco Poderes do Coração,conforme revela o Sanatana Dharma Dipika, um importante texto da doutrina da Sudha Dharma Mandalam.
   Como disse, não estou bem certo, porém imigino que fui contemplado com Artha, o poder-determinação de buscar o conhecimento de Deus. Sem ele, certamente não teria perseverado nessa busca que já tem 30 anos, ainda permanece, protege-me, ajuda-me e  me fez tanto bem.

     
  








quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Universo é Amoroso e Cooperativo

    Sempre tive muito  medo de viajar de avião. Por necessidade do trabalho, precisei, durante dois anos, ir toda semana para Brasília.
Antônio, um grande companheiro, era muito ciumento, mas o seu ciúme estava adormecido e ele nem se dava conta disso. Um dia  encontrou sua esposa, Joana,conversando com um seu amigo de infância e explodiu de ciúmes.  
    Cristina, uma ex-colega muito estimada,  não suportava barulho, mas teve que conviver, durante quase três anos, com a construção de um prédio na sua rua.
    Esses exemplos nos mostram que o Universo tem uma estratégia para mexer com cada um de nós e, com isso, impulsionar a nosso processo evolutivo. Vejam. Fui obrigado a viajar de avião por dois anos e o meu medo quase que acabou. O encontro de Joana com o seu amigo de infância despertou o ciúme de Antônio. Esse encontro desencadeou um processo de transformação das energias de ciúme  que estavam adormecidas nele. O barulho provocado pela construção do edifício, fez Cristina refletir que nem sempre se pode desfrutar das condições mais adequadas. Isso a fez melhorar a sua impaciência.
    O medo, o ciúme, a impaciência e outros sentimentos semelhantes correspondem a energias densas que estão adormecidas no nosso corpo e  que, enquanto não transmutadas, atrapalham o processo de harmonização com o Ser Divino que mora no Santuário do nosso Coração. Essas energias descontroladas impedem que  o Néctar do Amor Divino, que flui  do nosso coração, se irradie pelas artérias de nossa alma e a ilumine. Daí  a necessidade de sua transformação.
    O Universo, obediente à Lei Divina que comanda o processo de evolução, coopera proporcionando-nos experiências que, apesar de parecerem conflituosas, na verdade são cooperativas e amorosas, à medida que desencadeiam  processos de transmutação dessas energias para que possamos evoluir mais rapidamente.
   Se desenvolvermos um modo diferente de olhar a vida, perceberemos que todo o  funcionamento do Universo  é Amoroso e Cooperativo. Aceitar todas as experiências da Vida, portanto, é postura de Sabedoria, visto que elas concorrem para o nosso bem.



terça-feira, 26 de julho de 2011

Vivendo e aprendendo

     No dia a dia da vida, muitas vezes somos levados, de forma irresistível, a cometer faltas, mesmo sem desejar. A dinâmica dos relacionamentos nos coloca diante dessa realidade humana. Quando nos damos conta, já fizemos algo errado, de que nos arrependemos profundamente. Isso acontece, via de regra, com todas as pessoas, até com aquelas consideradas altamente equilibradas.
     A experiência do erro tem uma função pedagógica em nossa vida à medida que nos leva à reflexão. O ato de refletir, por sua vez, projeta a luz da nossa consciência sobre a ação equivocada de forma a iluminar-lhe a estrutura, levando-nos um aprendizado.
     Embora a consequência dos erros seja a dor e sofrimento, errar é algo natural, que também gera aprendizado e crescimento. Por outro lado, as ações necessária e corretas produzem como resultado a iluminação da consciência, a harmonia e, ainda, atraem bênçãos para quem as executa.
      Apesar dessas diferenças dos resultados, ambos, acertos e faltas, são duas realidades inafastáveis da nossa vida e que, por meios diferentes,  a edificam. Portanto, precisamos acolhê-los com naturalidade.
     Portanto, não é necessário ficarmos o tempo todo nos culpando ou culpando os outros por uma realidade  que é natural na dinâmica da vida. Vamos extrair dos nossos erros os seus ensinamentos e, com isso, aperfeiçoar a qualidade das nossas ações.
Vivendo e aprendendo...





terça-feira, 12 de julho de 2011

A Obesidade Mental e as Tecnologias da Vida

Os Setores Especializados da Medicina do Corpo Físico têm advertido, com muita frequência, sobre os riscos da obesidade. O excesso de alimentos associado à má qualidade deles gera abundância de gordura e enfermidades. Sem dúvida, esse é um grave problema que grande parte da população enfrenta.
          Já os Especialistas da Medicina da Alma não têm dado muita atenção para os graves problemas decorrentes da obesidade mental. Tal como o corpo físico, a nossa mente também está recebendo alimentos em excesso e de má qualidade.Chegam a ela, por intermédio dos cinco sentidos físicos, especialmente os olhos e ouvidos.
          Os avanços da tecnologia têm concorrido grandemente para esse grave problema. Graças a esses avanços, a nossa mente vive permanentemente sobrecarregada. Se estamos em casa, no carro, nos consultórios, nas salas de espera, nos bares e restaurantes, nas estações rodoviárias, aeroportos, onde quer que estejamos, existe um televisor, iPhone, iPad, iPod, Celular, Internet ou um aparelho de som  a fornecer incessantemente alimentos desnecessários para nossa mente, que não tem tempo nem oportunidade de processar tantas imagens, vozes, sons e informações.
           Assim sobrecarregada, ela perde a serenidade necessária para refletir sobre os problemas do dia-a-dia. Isso em razão do emaranhado de informações, imagens,  emoções e pensamentos confusos, que sempre se encontram em estado de permanente conflito. Fica, assim, incapacitada de exercer, com eficiência, o seu importante papel no processo da vida.
          Sem tempo nem espaço para processar e digerir o excesso de alimentos desnecessários e indigestos, a mente experimenta, à noite quando vamos dormir, uma grande dificuldade de repousar. É o peso da obesidade. É a insônia... Depois, vem o cansanço... A Irritação. A falta de paz... A Infelicidade.
          Para ter tranquilidade e paz, precisamos de serenidade de pensamento. Isso não será possível, enquanto continuarmos sofrendo de obesidade mental. Da mesma forma que uma tartaruga recolhe os seus membros dentro si, devemos retirar os nossos olhos, ouvidos e os demais sentidos físicos de tudo aquilo que fornece imagens, sons e estímulos que não têm utilidade para a nossa vida.
          Quando se retira os sentidos dos objetos que produzem sensação, a mente se estabiliza. Essa é uma importante Lei do Universo. Para não ter insônidas e  conquistar paz e tranquilidade, precisarmos nos livrar da obesidade mental. 




terça-feira, 5 de julho de 2011

As maravilhas do Conhecimento da Unidade



          A Sabedoria do Gita, revela-nos que o Conhecimento ou compreensão do homem pode ser classificado em três categorias distintas.
            A primeira e mais inferior no campo da evolução da consciência é aquela em que se julga que o processo do mundo e as suas mudanças não têm objetivo algum e que tudo existe no mundo de forma desordenada e sem qualquer propósito.
           A segunda categoria de Conhecimento é aquela em que o  homem vê todos os seres e coisas como existindo de forma separada, constituindo uma multiplicidade permanente e desigual.
          A terceira e mais elevada categoria é aquele conhecimento ou compreensão em que o homem reconhece a constante Unidade de todos os Seres, constituindo Um Todo, Único, Indivisível e sempre o Mesmo, na multiplicidade dos elos.
          Esta última classe é o Conhecimento da Unidade ou Conhecimento Sintético. Trata-se da mais elevada forma de compreensão que se pode alcançar, constituindo a meta final de todas as revelações.  Um dos objetivos do processo evolutivo do homem é fazê-lo compreender que  não é uma criatura separada das demais e que todos os seres, inferiores como superiores, participam de uma mesma vida e formam nos espaços infinito um só corpo cósmico.
         Essa compreensão tem o poder de mudar os conceitos que temos sobre os valores da vida, fazendo-nos perceber que a humanidade é uma família, que a fraternidade não é uma abstração e que o Amor é a Grande Verdade que sustenta a Vida.
         Conquistar esse nível de compreensão é uma das maiores bênçãos que podemos alcançar na Vida. Ela anula todos os males e sofrimentos causados pelo Egoísmo, que se fundamenta na visão equivocada da separatividade.
         Quando alcançarmos  esse tipo de conhecimento, transcenderemos todas as ações, tanto as de resultados agradáveis como as desagradáveis. Através dele, poderemos perceber a presença divina nos nossos parentes, amigos, inimigos, estranhos, indiferentes, sábios, ignorantes e em todas as pessoas. Com essa percepção, a qualidade de nossas ações se eleva.
          Não existe nada que transforme tanto o homem no processo do mundo, como esse Conhecimento da presença de Deus em tudo. Tal como um fogo, esse conhecimento queima a impureza do apego de todas as ações. Quando agimos de acordo com ele, realizamos atos sintéticos que têm o poder de guiar, elevar e conduzir as pessoas para a Sabedoria Divina.
          Ainda que sejamos o maior entre os transgressores das Leis do Universo, se entrarmos no Barco desse Conhecimento Divino, seremos transformados em servidores do Amor. Nessa condição, poderemos entender porque São Francisco de Assis tratava o Sol, o Vento, os Animais e as Plantas e todos os Seres como irmãos. Também entenderemos o sentido desta sublime oração desse Santo do Amor:
"SENHOR, faze de mim
Um instrumento de tua paz
Onde houver ódio, faze que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé
Onde houver erros, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz,
Trevas que eu leve a luz!

SENHOR!
Faze que eu procure mais consolar
Que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
E é perdoando que se é perdoado
E é morrendo
Que se vive pra vida eterna,
Vive pra vida eterna!






terça-feira, 28 de junho de 2011

O Universo humilha quem se exalta e exalta quem se humilha

O Universo funciona sob a regência de Leis Eternas, elaboradas pelo Criador em sua Infinita Inteligência, cuja finalidade é proteger todas as criaturas e, de forma especial, os seres humanos.
        Uma das Leis mais importantes da organização e funcionamento do Universo é a Lei da Unidade, segundo a qual “todos os seres, inferiores como superiores, participam de uma mesma Vida e formam, nos espaços infinitos, um só corpo cósmico”.
        Quando nos exaltamos, enaltecendo a nossa própria individualidade, estamos esquecidos da conexão que temos com a Grande Vida. Essa conduta egoísta reforça, em nossa mente, o conceito equivocado de que somos seres separados dos demais, ilhas perdidas no imenso oceano do Amor de Deus.
        Como todas as nossas riquezas, não só materiais como também intelectuais, culturais, artísticas, de beleza, de poder, de força e de qualquer outra natureza, pertencem ao próprio Universo, que nos elegeu como pequeninos pontos de expressão da sua Imensa Grandeza, a pessoa que se exalta viola a Lei da Unidade, que é a mesma Lei do Amor.
       Como consequência dessa violação, o Universo, manifestando a Misericórdia do Criador, providencia experiências de humilhação para que essa pessoa acorde do sono da ilusão da separatividade e vá percebendo aos poucos que “todos os seres nasceram de dentro do Espírito Universal, que a tudo compenetra e a tudo sustenta numa ordem constante e em vida eterna.”
        Quando, compreendendo que somos pequeninas partes dessa Imensa Vida, nos humilhamos, esse gesto de humilhação  alinha-nos com a Força e a Grandeza do Universo e a consequência natural desse alinhamento é a nossa própria exaltação.
        Foi aplicando essa Conhecimento Divino que Jesus, o Sublime Mensageiro da Amor, lavou os pés de seus discípulos e ensinou, com exemplos e com palavras, que ”Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado.”
        Não podemos esquecer que a Sabedoria faz parte da natureza intrínsica  de Deus e que somente poderemos  conquistá-la se, "amando-o de todo o coração, nos entregarmos totalmente a Ele.”



domingo, 19 de junho de 2011

O CAMINHO DO APEGO

       
       Os relacionamentos levam-nos, com frequência, a nos apegarmos a coisas e principalmente a pessoas. Precisamos ter cuidados com o Apego, porque ele pode criar-nos sérias dificuldades.
      O Apego(I) não é um estado de alma estático, mas dinâmico. Ele representa o Estágio I de um processo que tem o poder de provocar uma grave crise em nossa vida.
      Com efeito, quando ele aumenta, gera a Paixão(II), que também é dinâmica e representa o Estágio II do processo do apego. A Paixão, quando contrariada, gera a Ira(3), que é uma fase avançada da própria Paixão e corresponde ao Estágio III do processo. A Ira, que se manifesta sob a forma de violência, abala a estrutura de nossa alma e lança sobre ela uma onda de energia escura, que provoca a Perda Discernimento(IV). Esta Perda do Discernimento representa o Estágio IV do processo do apego.
     Com a Perda do Discernimento, esse processo evolui para o Estágio V, que é o Obscurecimento da Memória(V). Como consequência do Obscurecimento da Memória, o intelecto, que é a faculdade do discernimento e do conhecimento, se debilita. A Debilidade do Intelecto(VI) representa o Estágio VI, o último do processo.
    Como se vê, esse sentimento aparentemente inofensivo pode debilitar o nosso intelecto, colocando-nos sob o domínio de emoções perversas e destrutivas, capazes de causar um grande estrago e até destruir a nossa vida.
    Esta é lição que a Ciência Sagrada nos ensina: O Apego gera a Paixão. A Paixão gera a Ira. A Ira gera Perda do Discernimento. A Perda do Discernimento gera o Obscurecimento da Memória, que, por sua vez, gera a Debilidade do Intelecto.(Gita V,5-6).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As fronteiras do desamor

          O amor de Deus compenetra tudo que existe. Embora as ilusões da matéria dificultem o reconhecimento da nossa natureza divina, todos nascemos do seio desse Amor!
          A Vida nascida desse Amor é uma Grande Unidade que não comporta fragmentação. Não é possível separar o que, por natureza, é inseparável. Sem perceber essa realidade divina, teimamos em construir fronteiras que somente servem para limitar a  compreensão e obscurecer o nosso discernimento.
         Nacionalidade, raça, cor, religião, ideologia, condição social e outras modalidades de fragmentação são fronteiras que limitam o amor! Toda divisão atenta contra a lei eterna da fraternidade universal. Todos os filhos da Vida são irmãos. Os seus corações estão eternamente ligados pelos laços sagrados do Amor!
         É chegado o tempo de uma nova compreensão! Todos os muros que separam precisam ser destruídos. É chegada a hora de reconhecermos que todos temos a mesma origem, destino e que o amor é a nossa nacionalidade, religião, ideologia, raça e condição social.
        Enquanto continuarmos  construindo fronteiras, não encontraremos a paz que tanto buscamos. O amor ao próximo é a ação que nos fará verdadeiramente felizes, longe da ilusão  da separatividade.
         Todo aquele que ama consegue ser feliz. Já é tempo de despertar do sono da ilusão separatista,  que divide  e faz sofrer.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Perdão e o Enfarte da Alma.

                   Todas as criaturas nasceram do Amor, alimentam-se Dele e vivem Nele. A Energia do Amor flui por todos os corpos, mantendo vivos e  ligados entre si os filhos da criação.
          Da mesma forma que o sangue flui pelas artérias do nosso corpo, levando a vida às suas células, essa energia misteriosa percorre silenciosamente as veias da nossa alma, transportando átomos de paz, alegria e felicidade.
          Da mesma forma que as artérias do nosso corpo podem ser obstruídas pelos resíduos de alguns alimentos, as veias da nossa alma podem ser obstruídas pelos resíduos das nossas mágoas ressentimentos.
         Quando não perdoamos, estamos deixando que resíduos dessas impurezas da alma estreitem e  até obstruam as suas artérias, reduzindo e impedindo  o fluxo da Energia do Amor.
        O nosso bem-estar, alegria, paz e felicidade são proporcionais aos níveis dessa Energia Sagrada nas artérias da nossa alma.
        O perdão é o remédio que a medicina do Ser prescreve para desobstrução das  artérias da alma. Sem ele, a nossa alma pode sofrer um enfarte.






sábado, 4 de junho de 2011

O Fogo do Conhecimento queima as Ilusões do Medo

          "O Espírito de Deus mora no Santuário do nosso Coração. Ele tem um Poder Glorioso e uma Sabedoria Infinita. É Eterno. Nada pode destruí-lo. As armas não o ferem. O fogo não o queima. A água não o molha. Nem o vento o  seca. Ele  é Eterno e imperecedouro. É impossível destruí-lo, mesmo quando o corpo físico é aniquilado."(Gita-XXI,15 e 16). 
         Todos nós, na verdade, somos esse Espírito Divino manifestado num corpo físico. Portanto, nada temos  a temer. Somos filhos queridos da Eternidade. A nossa natureza é eterna e o  nosso futuro glorioso. Não importa as dificuldades que tenhamos de enfrentar. Todas são passageiras. Só o Amor que mora em nosso Coração é eterno e imortal.  No seu devido tempo, a  Glória de Deus que se  manifestou no Sagrado Coração de Jesus, manifestar-se-á no santuário do coração de todos os seres.
         O medo é uma consequência da falta desse conhecimento. Deixemos que o fogo desse conhecimento divino  afaste  definitivamente de nossa vida os múltiplos  fantasmas do medo: da doença, da morte, da tribulação, da perseguição, do sofrimento, da decepção, da humilhação, das perdas... Onde houver medo, a ilusão, que faz sofrer, estará reinando. Afastemo-la definitivamente de nossa vida para  que possamos viver em paz.
          Essa Verdade sobre a nossa natureza eterna e sobre a presença de Deus em nosso coração também foi ensinada por Jesus no seu Evangelho Divino: “O Reino de Deus mora dentro de vós”. E por São Paulo: “Não sabeis que sois templos do Espírito Santo?
         O apóstolo Paulo certa vez perguntou: “Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós?(Rm,35).  Seguindo essa linha de pensamento, podemos também perguntar: Se Deus está em nós, quem será contra nós?
         Que o Fogo desse Conhecimento Divino queime todas as Ilusões dos nossos Medos!



sábado, 28 de maio de 2011

Maezinha do Céu

        Na manhã de hoje, caminhava tranquilamente na Praia de Atalaia... Contemplava as ondas suaves do Mar abraçando as areias brancas da praia! Olhava com reverência para o nosso Irmão  Sol derramando os seus primeiros  raios de vida sobre uma cidade que começava o seu despertar!
        Neste cenário maravilhoso, enquanto caminhava, também meditava sobre o mistério da  Energia que dá Vida e dirige o Universo.
       Inesperadamenhte, brotou em meu coração a letra de uma música simples que cantava quando era criança na Igrejinha de Cristinápolis, minha Cidade Natal: "MÃEZINHA DO CÉU, EU NÃO SEI REZAR!  EU SÓ SEI DIZER: QUERO TE AMAR!  AZUL É TEU MANTO, BRANCO É TEU VÉU... MÃEZINHA,  EU QUERO TE VER LÁ CÉU."
      Parei de refletir. Viajei pela minha infância católica e comecei a cantar... Durante toda  a caminhada repetia essa pequenina oração.
      Meu coração se encheu de uma grande paz e nele cresceu a minha reverência pela Mãezinha do Céu! Supliquei-lhe que me ensinasse a rezar e lhe amar.
      Lembrando os  meus tempos de criança e refletindo sobre o mistério de Maria, a Divina Mãe de Jesus, conscientizei-me ainda mais que  a  Sabedoria sempre usa as vestes da Simplicidade.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um exercício mágico para aprender a amar.

          Deus mora, de forma invisível,  no Santuário do Coração de todos os seres. Se estivermos conscientes dessa Verdade quando nos relacionarmos com as outras pessoas,  a nossa vida vai mudar.
         A lembrança frequente desse conhecimento ao realizarmos as nossas ações, colocar-nos-á  no caminho do Amor. Nesse caminho, encontraremos a paz e felicidade.
         Trata-se de um   exercício que  é tão simples quanto  profundo. Ele consiste no seguinte:
" Quando nos  relacionarmos com as outras pessoas tenhamos sempre em  mente a Verdade de  que Deus mora misteriosamente no Santuário do seu Coração de cada uma delas."
         Deixemos os  preconceitos de lado. Façamos esse exercício e a simplicidade  nos mostrará a sua mágica transformadora.
         Ela nos provará, na prática, que agir consciente da presença de Deus no coração no nosso próximo muda a qualidade das nossas ações.
          Como resultado da mudança da qualidade das ações, nos transformaremos em pessoas mais  amorosas. E como fruto dessa mudança, encontraremos a paz e  felicidade a que tanto aspiramos.
         A nós que somos pequeninos, os Mestre da Verdade nos ensinam que a Sabedoria fez morada  na Casa da Simplicidade.









Prece ao Coração

Deus do Meu coração!
Minha luta na vida...
É para não te perder!

Desviado do teu caminho...
Pelos vendavais dos Desejos
Ou pelos afagos do prazer!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Palavras que trazem Paz e Felicidade

          O processo de evolução da Vida rege-se por leis sutis. Enquanto as leis elaboradas pelos homens para regular a conduta na sociedade são transitórias e mutáveis, aquelas que regulam o processo de transformação do mundo, criadas por Deus, são imutáveis e eternas.
          O cumprimento das leis jurídicas que regulam a vida em sociedade pode proporcionar uma convivência social relativamente pacífica, na medida em que orientam para o respeito aos direitos das outras pessoas.
          Já o cumprimento das leis que regem o processo de transformação do mundo proporciona paz e felicidade, já que elas têm o poder sutil de nos harmonizar com as energias que movem o funcionamento do Universo.
          As Leis Universais da Palavra, eternas e sutis, contidas nas revelações da Sabedoria dos Antigos, no Evangelho de Jesus, no Bhagavad Gita e em todas as Escrituras Sagradas, são as seguintes: “Uma linguagem inofensiva, verdadeira, doce e benéfica e o estudo continuado da Ciência Divina”.
          Não obstante as dificuldades naturais próprias do estágio de evolução em que nos encontramos, se nos esforçarmos para ajustar a nossa linguagem a essas Leis Eternas da Palavra, estaremos dando um grande passo para alcançar um estado de paz e felicidade.